terça-feira, 19 de maio de 2009

A nova feira do livro

Contra factos não há argumentos: a Feira do Livro foi um sucesso. As vendas subiram, os editores ficaram satisfeitos e, por uma vez e apesar da crise, queixaram-se um pouco menos do que em anos anteriores. Os novos pavilhões foram bem recebidos: 42 por cento dos e-leitores do Blogue de Letras acham-nos melhores. E 25 por cento manifestou a intenção de comprar mais do 10 livros na Feira, o que é assinalável. O que os nossos e-leitores não concordam é com o novo horário - 52 por centos preferia que, aos dias de semana, a feira estivesse aberta das 16.30 à oo.30. Fica a sugestão para o próximo ano.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Venham mais Cinco

Parece que o saudosismo falou mais alto. Com o expressivo valor de 42%, os leitores do Blogue do JL escolheram Os Cinco, da escritora inglesa Enid Blyton, como a sua colecção infanto-juvenil de eleição. É daquelas que passa certamente de pais para filhos, às vezes em livros de páginas já amarelas. Os irmãos Júlio, Ana e David (na versão portuguesa) e a amiga maria-rapaz Zé viveram vinte e uma aventuras, onde prenderam ladrões, desvendaram mistérios e descobriram tesouros, com a ajuda, claro, do famoso cão Tim.
Em segundo lugar, com 27%, ficou Uma Aventura, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Tal como Os Cinco é a referência de uma geração também esta colecção é um ícone para gerações mais recentes. São poucos os que não terão ouvido falar das gémeas Teresa e Luísa, dos amigos Pedro, João e Chico e os inevitáveis cães de estimação, Caracol e Faial.
As restantes hipóteses, que incluem outros títulos das mesmas autoras, tiveram votações bem menos simpáticas. O que lhes faltou para terem o mesmo sucesso? Eu cá aposto no cão...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Marvin Gaye é o maior




Uma vitória esperada: Marvin Gaye é o artista favorito da Motown segundo o público do Blogue do JL. Ou talvez nem tanto. Na votação que a Motown fez no seu site, para escolher as melhores músicas da editora, os Jackson 5 ocupam os lugares cimeiros. No nosso inquérito, surpreendentemente, tiveram apenas um voto. E garanto-vos que não foi o meu.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Laranja Mecânica

Numa obra tão genial como diversificada quanto a de Stanley Kubrick fazer uma escolha torna-se realmente difícil. No inquérito promovido pelo JL houve um equilíbrio notável quase até final. Acabou por vencer o mais impressionante e violento de todos os seus filmes: A Laranja Mecânica (1971). O filme gerou uma polémica imensa aquando da sua estreia e houve quem o acusasse de tudo. Uma coisa é certa, depois deste filme, e do sintetizador de Wendy Carlos, nunca mais se ouviu Beethoven da mesma forma.

A Laranja Mecânica 25
2001 Odisseia no Espaço 21
Shining 10
Dr. Estranho Amor 9
De Olhos bem Fechados 8

segunda-feira, 9 de março de 2009

Inquérito Stanley Kubrick



Nos dez anos da morte de Stanley Kubrick, o Blogue do JL lança um inquérito, que pretende ser uma homenagem àquele que foi um dos mais subversivos e incatalogáveis realizadores da história do cinema.
Fica aqui uma peculiar retrospectiva da sua obra, em apenas dois minutos...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Bernardo Soares desassossega Os Maias

Por um voto se ganha. E por um voto se perde. A votação foi emocionante, mas mesmo à beira do fim, quando já se pensava que tudo iria ficar empatado, eis que um eleitor audaz, desassossegou Os Maias, votando na obra de Bernardo Soares. 28-27, o resultado final. Lá para o final da tabela ficou Camões, Saramago, Herberto, Raul Brandão e Álvaro de Campos. Nunca estes escritores se imaginaram em tal competição.

Livro do Desassossego, de Bernardo Soares 28
Os Maias, de Eças de Queirós 27
Poesia Toda, de Herberto Helder 14
Poesia de Álvaro de Campos 8
O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago 7
Lírica, de Camões 6
Húmus, de Raul Brandão 3

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Yourcenar 24 - Cervantes 20

Não consigo disfarçar o espanto. A eleição foi disputada, mas, feitas as contas, Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, levou a melhor sobre Dom Quixote, de Cervantes, o outro grande candidato. 24 a 20 foi o resultado. Terá sido então este o livro da vida da maioria dos votantes no nosso inquérito. O Blogue JL, em altura própria, entregará o prémio à escritora belga. E, claro está, a medalha de prata ao espanhol…

quarta-feira, 26 de março de 2008

Desacordo ortográfico

A conclusão é rápida: a maioria dos votantes (55%) no nosso inquérito acham que é ótimo continuar a escrever óptimo e não encontram grandes motivos para mudar (de) direcção. Há uma minoria, ainda mais radical, que considera mesmo que se deveria usar o trema com mais freqüência. 15% está de acordo com o Acordo Ortográfico e 8% está de acordo com um acordo que não este. Ou seja: há um desacordo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Vieira da Silva na sala de estar

E porque não levar um quadro de Vieira da Silva para casa? Talvez fique bem na sala de estar ali naquela parede onde normalmente está ligada a televisão… Caso ganhasse o Euromilhões, a maioria dos nossos leitores optou por Les Échauguettes, de Vieira da Silva. O quadro será licitado amanhã. A estimativa aponta para que seja arrematado algures no intervalo entre 175 mil e 250 mil euros. Não está ao alcance de todos. Mas se, por acaso, alguns dos leitores ganhou mesmo o Euromilhões, não se esqueça de mostrar aos amigos...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Esta ano é para os irmãos Coen





Sem surpresas, os irmãos Coen foram os grandes vencedores da noite dos Óscares, que decorreu dia 25. Este País não é para Velhos (estreia amanhã, 28, em Portugal) recebeu quatro estatuetas: melhor filme, realizador, argumento e actor secundário (Javier Bardem). O grande derrotado foi Haverá Sangue, de Paul Thomas Anderson, com apenas duas: actor principal (Daniel Day-Lewis) e fotografia. Curiosamente, os dois filmes, favoritos à partida, têm em comum o redescobrimento ou a reinvenção do Western, com personagens obstinadas em cumprir os seus objectivos materiais. As distinções para Barden e Day-Lewis eram tão evidentes que seria quase escandaloso se as estatuetas fossem parar a outras mãos.
Juno, de Jason Reitman, era o grande outsider. Uma comédia de adolescentes de produção independente. No fundo desempenhou o papel que o ano passado esteve reservado a Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos. As quatro nomeações por si só já foram um prémio, e o Óscar para melhor argumento original, para a ex-stripper Diablo Cody, uma meia-surpresa. Nas actrizes havia grandes dúvidas. A francesa Marion Cotillard foi considerada a melhor principal, pelo seu desempenho em La Vie en Rose, numa biografia ficcionada da cantora Edith Piaf. E Tilda Swinton, talvez com alguma surpresa, foi considerada a melhor secundária, pela sua actuação em Michael Clayton.
Na animação aconteceu o que mais se esperava: Ratatouille, a história do rato cozinheiro, que deve estar na lista dos mais procurados pela ASAE, foi o escolhido. Além de Dia de Surf, ficou por premiar o extraordinário Persépolis, uma animação para adultos ,política e autobiográfica, da iraniana Marjane Satrapi, que se conseguiu intrometer no oligopólio Disney/Dreamworks.
De assinalar, o prémio para o melhor documentário entregue a Táxi to the Darkside, de Alex Gibney e Eva Orner. Uma denúncia das torturas americanas aos prisioneiros do Afeganistão, Iraque e da base de Guantanamo. O filme abriu o último DocLisboa.
Dos filmes estrangeiros, ainda nenhum se estreou em Portugal. Mas o Óscar para o austríaco Stefan Ruzowitzky, por The Counterfeiters, confirma a habitual sensibilidade da Academia para questões ligadas ao holocausto. Maior surpresa foi a da canção original. História de Encantar estava nomeado com três temas, mas os membros da Academia preferiram Falling Slowly, do filme Once, cantada por Glen Hansard e Marketa Irglova. Com os prémios muito divididos, o segundo filme a ter mais Óscares foi, estranhamente, The Bourne Ultimatum, de Paul Greengrass, com três distinções em categorias mais técnicas. Ainda sobrou um Óscar para a banda sonora de Expiação e outro para a direcção artística de Sweeney Todd.
Jon Stewart, conhecido apresentador do Daily Night Show, foi, pela segunda vez, o anfitrião. As eleições americanas estiveram no centro das atenções, revelando a habitual tendência liberal de Hollywood. Se bem que o apresentador recordasse: «Sempre que uma mulher ou um afro-americano é eleito presidente dos Estados Unidos, há um asteróide prestes a colidir com a Estátua da Liberdade».
«Qual o seu palpite?», era a pergunta e a maioria dos votantes do Blogue do JL acertaram em seis das dez categorias propostas. Não houve grandes surpresas nas categorias principais. O
Óscar para o argumento de Juno terá sido a maior. Os leitores esperavam que o prémio fosse para Ratatouille. As actrizes eram a grande incógnita. Marion Cotillard superou Julie Christie, e Tilda Swinton derrotou Cate Blachett. Quanto ao melhor filme estrangeiro, o voto foi totalmente no escuro, pois nenhuma das obras se estreou em Portugal. Calculo que o palpite no do Cazaquistão se deva ao nome engraçado do país, mas acabou por ganhar o da Áustria, país cujo nome não tem graça nenhuma.

Amanhã novo inquérito.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Nem Melinda nem Melinda

A conclusão talvez seja… «nem é assim tão mau». Melinda e Melinda foi considerado o pior (ou o menos bom) filme de Woody Allen no nosso inquérito. Seguido de A Maldição do Escorpião de Jade. Talvez seja mesmo o único filme falhado do quase sempre brilhante realizador nova-iorquino. Woody Allen tenta contar histórias semelhantes em registos opostos: a comédia e a tragédia. Só que, se em termos de comédia é inigualável, na tragédia perde a mão e não resiste ao humor. Os registos misturam-se e o filme perde a pertinência. A evitar.

Amanhã novo inquérito.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

As vozes do Lobo

A pergunta era difícil. Não terão sido muitos os visitantes a ler as mais de 2000 páginas que correspondem à produção romanesca de António Lobo Antunes na década de 2000. O resultado do inquérito foi um equilíbrio entre os títulos, com Não entres tão depressa nessa noite escura e Eu hei-de amar uma pedra a partilharem o primeiro lugar. Não é escritor de um livro só. Amanhã novo inquérito. Desta vez, espera-se… o pior.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Nobel para Lobo Antunes?

Está mais perto um segundo Nobel da Literatura, do que um primeiro Oscar. Pelo menos é essa a opinião dos leitores do Blogue do JL, que deram quase uma maioria absoluta a António Lobo Antunes no inquérito sobre as expectativas para 2008. O Autor de Memória de Elefante, Manual dos Inquisidores e O Meu Nome É Legião recebeu 45 % dos votos. Em segundo lugar ficou o Oscar para Manoel de Oliveira (com 25 %) e em último o Grammy para Mariza (com 10 %). A selecção nacional, que este ano disputa o Campeonato Europeu de Futebol, apenas convenceu 18% dos inquiridos, o que tanto pode revelar uma apetência dos leitores para a ficção (aquilo está no papo), como para a tragédia (nem com 12 em campo…).
Amanhã inicia-se um novo inquérito. Aproveitando a vitória esmagadora de António Lobo Antunes, desafiamos os leitores a escolherem o melhor romance do escritor publicado esta década: Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura; Que farei quando tudo arde?; Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo; Eu Hei-de Amar uma Pedra; Ontem Não te vi em Babilónia; ou O Meu Nome é Legião. Os dados estão lançados…

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A margem de Luís Filipe Rocha



A Outra Margem, de Luís Filipe Rocha, foi considerado o melhor filme português de 2007 segundos os votantes do inquérito no Blogue do JL. Um filme com uma estrutura perfeita, que explora de forma semi-almodovariana a história de um travesti. Em entrevista ao JL, feita por Rodrigues da Silva, o realizador explicou: «Em geral, não somos nós que inventamos as histórias, são elas que nos escolhem para serem contadas. Como se pré-existissem, andassem por aí. Em relação a esta, não lhe consigo dizer donde é que veio. Sei que quando a escrevi, ou quando ela me começou a aparecer, eu, moral e afectivamente, estava em baixo, com a morte em circunstâncias revoltantes do meu melhor amigo, e, meses antes, com a do meu pai. Não sei se terá sido esse período de tristeza, mesmo de depressão, que me fez chegar a uma história que, sobretudo, tenta celebrar a alegria de viver. Contra a morte, contra a exclusão, contra a tristeza que às vezes nos rodeia pelo simples facto de sermos humanos.»

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

José Cid no Madredeus?


Imagine-se o Madredeus a fazer uma versão de Como o Macaco Gosta de Banana. Ou José Cid a cantar O Pastor. Só encontro um local possível para tal conjugação: o momento musical do Diz que é uma espécie de Magazine. Mas como o programa acabou, conclui-se que foi eleita a mais improvável das hipóteses. E que os frequentadores do nosso blogue têm sentido de humor.
Mas podem-se tirar outras conclusões. Teresa Salgueiro é praticamente insubstituível. E a melhor alternativa, caso o Madredeus quisessem continuar, seria uma mudança radical de registo de voz. Ou seja, uma voz masculina. E Camané, que aqui aparece em segundo lugar com 13 votos (José Cid teve 18), poderia ser uma boa solução. O fadista já deu mostras da sua versatilidade, em projectos como os Humanos ou na série de concertos Outras Músicas. Porque não o Madredeus?
Amanhã inicia-se um novo inquérito.