segunda-feira, 1 de junho de 2009

Nós na Arte

Nós na Arte-Tapeçarias de Portalegre e Arte Contemporânea é a mostra feita em colaboração com a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e o Museu da Tapeçaria de Portalegre-Guy Fino, patente no Museu da Presidência da República, até 31 de Julho.
O projecto expositivo organiza-se ao longo de três núcleos distintos: expõem-se os cartões originais dos artistas plásticos que viram as suas obras reproduzidas, os desenhos de tecelagem e o trabalho final em tapeçaria, com referências ao processo de tecelagem.
Vieira da Silva, Almada Negreiros, Júlio Pomar, Júlio Resende, José de Guimarães, Carlos Botelho, Camarinha, Le Corbusier, Cargaleiro ou Rui Moreira e Rigo são alguns dos artistas representados.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Kenneth Anger: Da magia e do oculto

Alexandre Estrela, António Poppe, Brian Butler, Jannis Varelas, Joachim Koester, John Bock, Jonathan Meese, Manuel Ocampo, Markus Selg e Tamar Guimarães são os artistas que compõem a mostra internacional Estrela Brilhante da Manhã, patente até 1 de Agosto, integrada no ciclo que a Associação Zé dos Bois está a dedicar ao realizador norte americano Kenneth Anger, uma das referências do cinema independente e undergroud.
Esta exposição sugere um percurso iniciático, pondo, num primeiro plano, a evidência dos fantasmas do humano», sugere o comissário, Natxo Checa, no texto de apresentação. «Acedemos a narrativas mediúnicas, manifestações xamânicas, construções simbólicas, figurações híbridas que sublinham o constante sentimento metafísico que o homem experiência na busca incansável do absoluto».
São trabalhos que reclamam as propriedades da magia, dos rituais e da tradição hermética, que procuram, introspectivamente, perceber os grandes mistérios da humanidade. Brian Butler propõe uma travessia do abismo, Tamar Guimarães defende que o papel do historiador é equiparável ao do médium. Também há deambulações pelos sonhos (Jannis Varelas), personagens utópicas (Jonathan Meese), críticas ao fundamentalismo religioso (Manuel Ocampo). E não faltam simulacros, por Joachim Koester, ligações entre o sagrado e o profano, por John Bock, reflexões sobre a quarta dimensão, por Markus Selg, ensaios sobre a impossibilidade de entendimento global, por António Poppe, e aproximações à temática do poder, por Alexandre Estrela.
Múltiplas abordagens (como se pode ver pelos tópicos aqui reunidos) à fascinante obra de Kenneth Anger, de quem se apresenta a curta-metragem Brush of Baphomet, inspirada na simbologia esotérica de Aleister Crowley. Uma exposição do outro mundo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

São Tomé, Máscaras e Mitos

São Tomé, Máscaras e Mitos é o nome da exposição de fotografia com trabalhos de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade que inaugura hoje, terça-feira, 19, pelas 19 horas, na galeria Pente 10 - Fotografia Contemporânea (Trav. da Fábrica dos Pentes, 10, Lisboa).
«Os retratos que aqui estão são encenações que convivem com outras encenações, são retratos de pessoas que fazem teatro e que aparecem com roupas de teatro, roupas de personagem de teatro. Quem vê as fotografias pode não saber de onde vêm essas roupas, essas personagens, essa fantasia; e não é preciso saber tudo. Vêm de uma história de amores, traições, mortes, de nobres e de cavaleiros, onde entra o imperador dos imperadores, porque é o imperador de todos os romances e de todas as peças de teatro, das marionetas às pessoas, da Europa a África, o imperador Carlos Magno. São personagens representadas por grupos que em S. Tomé se chamam Tragédia, grupos que tiram o seu nome daquilo que é, na tradição grega, o género teatral nobre por excelência; um género em que a felicidade e a infelicidade, o bem e o mal, os bons e os maus se encontram em equilíbrio precário, como na vida real», explica João Carneiro no catálogo da exposição que estará patente (de 3.ª a sábado, das 15 às 20) até 31 de Julho.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Os vídeos de Daniel Blaufuks

A par da fotografia, o vídeo tem sido uma constante no percurso artístico de Daniel Blaufuks. Sinal disso é esta exposição retrospectiva, Viagens com a minha Tia, patente na Solar - Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, até 21 de Junho, em que o artista português, nascido em 1963, reúne nove trabalhos realizados nos últimos anos.



Um deles, Scratch, foi feito propositadamente para esta mostra e reflecte sobre a especificidade da película, em confronto com o digital. Os restantes são testemunhos da geografia afectiva e artística de Daniel Blaufuks, com passagens obrigatórias por Marrocos, em A Praça, pelos Estados Unidos da América, em A Perfect Day, e pela Alemanha, em Theresienstadt.
As ideias de arquivo e de memória também estão presentes nestes vídeos, num diálogo constante com a fotografia, em que a sua ascendência judia e o terror nazi têm uma presença muito forte. Um último denominador comum destas peças é a relação entre as artes plásticas, o cinema e a Literatura, em particular na obra de Georges Perec.

Fotogramas de A Praça (clicar nas imagens para aumentar).

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Noé Sendas na Filmoteca Espanhola

The Indifferent, um vídeo de Noé Sendas, passa hoje, às 22 horas, na Filmoteca Espanhola, em Madrid. Trata-se de um trabalho em que o artista plástico português, a viver em Berlim, usa fragmentos de filmes negros e de obras dos anos 70, trabalhando as imagens numa remontagem e construindo uma narrativa própria.
Noé Sendas apresenta, entretanto, Reserved, na Galeria Fernando Santos, no Porto, até 27 de Maio. É uma exposição em que se pode ver um conjunto de imagens digitais, inquietantes e estranhamente familiares, trabalhadas a partir de imagens risqué anónimas, caídas em domínio público. São uma pequena parcela do novo corpo de trabalho do artista, constituído por 9000 dos anos 50, retiradas da Net, um arquivo que permite a continuidade do projecto que tem desenvolvido nos últimos anos, fortemente implicado nas próprias ideias de colecção e de coleccionador.
Fotogramas de The Indifferent (em cima) e imagens da exposição Reserved.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Narrativa do tempo

O conceito de memória e a condição da fotografia são as linhas de força da quarta exposição individual de João Leonardo. A ideia de tempo tem sido constante no seu trabalho, nomeadamente através da apresentação do resultado acumulado de uma mesma actividade ao longo de dias, meses ou anos. Assim era com as palavras cruzadas e os maços de cigarros utilizados para as concluir, em As Time Goes By, e agora em Timeline.
O artista, nascido em 1974, em Lisboa, partiu do seu arquivo de imagens digitais, que tem vindo a criar nos últimos cinco anos, para dar corpo a uma enorme instalação de 48 metros, que se estende ao longo da Galeria 111, em Lisboa, onde a exposição está patente até 30 de Maio. Os temas são os mais variados – paisagens, natureza mortas, retratos, abstracções, animais, viagens, manifestações políticas, edifícios, objectos, comidas, mas é nessa dispersão que as peças deste puzzle formam uma inesperada narrativa. «A diversidade e o aparente caos são tão mais surpreendentes como a própria simplicidade do trabalho», lê-se na apresentação da mostra. «O olhar individual de quem produz a imagem é o fio condutor real que nos permite ver – como num espelho – a própria imagem do criador». A exposição encerra com um vídeo em que João Leonardo se auto-entrevista, inspirado na obra do artista plástico Lucas Samaras. Porque esta linha do tempo, esta narrativa, é sobretudo interior.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Paisagens familiares



Há uma profunda melancolia nas imagens que compõem a nova exposição de Raquel Mendes, Verosímil, patente na Galeria Sopro, em Lisboa, até 16 de Maio. Recorrendo à fotografia e ao vídeo, a artista capta ambientes e paisagens familiares, em que os recantos, os objectos, as mobílias, os rostos e as marcas do quotidiano revelam histórias que as palavras não sabem contar. Porque é de tempo e de espaço, de silêncio e de memória, de imaterialidades que estas imagens nos falam. São retratos de casas habitadas por pessoas, de pessoas habitadas por emoções. São retratos de uma vivência concreta, que não foi encenada e que Raquel Mendes, nascida em 1978, em Setúbal, registou para criar, no seu conjunto, uma narrativa que tem tanto de verdadeira, como de imaginária. «Existe uma elegante, directa simplicidade no [seu] trabalho multi-media. Os trabalhos de vídeo são filmados em tempo real, sem edição, nenhuma manipulação. Os assuntos que capta com a câmara – a casa, pertences pessoais, e reuniões de família – são familiares a todos nós», escreve John Calcutt na apresentação da mostra. «E ainda o poder real do seu trabalho decorre de coisas – o chamado abstracções – que escapam totalmente à câmara: tempo e mortalidade, amor e perda. Debaixo da superfície de mundanas aparências do quotidiano, além do poder de descrição, Verosímil consegue transmitir algo mais, algo que evita o olho».

(clicar nas imagens para aumentar)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Gabriel Abrantes, Prémio EDP

Gabriel Abrantes é o vencedor do Prémio EDP Novos Artistas 2009. Com um trabalho desenvolvido na pintura, no cinema ou na instalação e na performance, o artista foi distinguido pela «energia criativa» do seu projecto, que aborda de forma «singular» o mundo contemporâneo globalizado, segundo o entendimento do júri internacional, que sublinhou ainda a capacidade de criação de «universos narrativos», onde se cruzam, através de várias linguagens, «visões sarcásticas da cultura, da política e do quotidiano». Mauro Cerqueira foi distinguido com uma menção honrosa, o que acontece pela primeira vez na história do Prémio EDP. As obras dos nove artistas finalistas podem ser vistas na exposição patente no Museu da Electricidade, em Lisboa. O filme Visionary Iraq, de Gabriel Abrantes, de que o JL traçou o perfil no seu número 1001 e que agora recuperamos, passa no Festival Indie Lisboa dias 24, às 19, no Cinema São Jorge, 26 e 30, às 15 e 45 e às 21 e 15, respectivamente, no Cinema Londres.

«Primeiro, foi a pintura, ainda no liceu em Washington, seguindo as pinceladas do irmão. Era então «muito pequeno» e pintar dava-lhe altura, elevava-lhe a auto-estima e o reconhecimento alheio. «Era quase o meu único poder social, a minha identidade», recorda. Carregou nas tintas, tirando o retrato aos colegas. De compulsiva e útil socialmente a pintura, inicialmente muito à maneira de Paula Rego ou de Lucien Freud, tornou-se ao correr do tempo uma prática constante e que lhe valeu a atenção da crítica logo nas primeiras exposições – Shitfest 2006 or Oh my god it was amazing, you should have been there, na Houghton Gallery, em Nova Iorque, Visionary Iraq ou 20 30 experiências no relativismo moral, na Galeria 111, entre outras. Tem agora outra utilidade: financiar os seus filmes.
Gabriel Abrantes, 24 anos, encontra no cinema uma forma de «preenchimento em termos sociais»: «No atelier, estou a fazer um esforço intelectual, mas a actividade social não é grande. O cinema tem vindo a cumprir esse espaço que foi a razão principal que me levou a trabalhar em arte». Também a possibilidade de realização de todas as artes. Tanto mais que o seu cinema está «longe de obedecer a qualquer convenção». Prepara agora um filme, em três «capítulos», que irá apresentar em locais distintos, a Maumaus - Escola de Artes Visuais, a ZDB e o Museu da Electricidade – é um dos finalistas do Prémio EDP Novos Artistas 2009 – para contar a história de um casal homossexual, em eco-férias na Amazónia, que decide ter um filho com recurso a uma barriga de aluguer e aos óvulos de uma irmã. Em cada um dos lugares, irá construir um cenário e filmar lá mesmo o que vai projectar nesse espaço. «É um filme dividido na cidade», adianta, sublinhando por outro lado a importância do «públicoalvo». «Houve uma grande abertura nas artes plásticas, como na escrita ou na filosofia, o que resultou numa grande perda de sentido. O capitalismo tem o objectivo de fazer dinheiro e esse é também o de Hollywood, que produz os filmes que têm sentido para o seu público-alvo. Eu opero da mesma maneira, procurando um público-alvo e um objectivo claro, até porque a maior parte das coisas que vemos hoje não querem dizer absolutamente nada».
Procura, aliás, diferentes ângulos de abordagem, como aconteceu em Visionary Iraq, um filme que fez sobre o Iraque. Aposta sempre num «exercício de imaginação». Fez já uma longa-metragem, O grande abraço de Gabriel Abrantes, em Trás-os-Montes, na aldeia dos seus bisavós paternos, onde costumava passar os Verões e que um dia demandou numa tentativa de encontrar qualquer coisa que não achava em Nova Iorque, onde vivia. Instalou-se na velha casa da avó e pensou rodar um dilúvio, usando os jovens locais como actores: «Tenho sempre a ideia de escolher audiências muito estranhas, que não têm voz, como a desta aldeia, uma das que
vão desaparecendo por causa da globalização », diz. Usou também elementos de telenovelas como contos tradicionais, do folclore transmontano e da recolha de Leite de Vasconcelos. É um filme que pretende fazer passar no circuito dos festivais, não em galerias. E não esconde o desejo de fazer um épico. Assim venda quadros para isso. Em todo o caso, experimenta já um certo toque conservador, «no caminho do ICAM», comenta irónico.
Gabriel Abrantes nasceu em Chapel Hill, na Carolina do Norte, Estados Unidos, para onde os pais médicos, haviam emigrado. Veio para Portugal aos quatro anos, seguindo depois para Bruxelas, até aos sete, e de novo para os EUA. Fez o curso de Fine Arts and Cinema, na Cooper Union for the Advancement of Science and Art, em Nova Iorque, onde experimentou intensamente as diferentes práticas artísticas, da escultura ao cinema. Frequentou no ano passado um mestrado no Le Fresnoy, Studio Nacional des Arts Contemporains, em França e actualmente vive em Lisboa.
A inclinação para a arte, que vem de alguma maneira de família – o pai também pintava e é parente do pintor João Vieira e de Manuel João Vieira – tornouse total. Também faz música e performance, o projecto de one man band, em que pode tocar bombo com o pé, bandolim com as mãos e ainda cantar. Apresentou-se pela primeira vez em público se recentemente no Maxime. Não correu mal: «Algum pessoal disse que tinha muita lata e houve algumas pessoas que gostaram da música. Eu estava muito nervoso eenvergonhado. E nesse sentido foi importante no meu trabalho. Porque há muita vergonha na arte contemporânea».
Em Agosto vai expor em Brasília um filme que irá fazer na Amazónia e em Novembro terá uma exposição em Paris.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Inaugurações simultâneas

A Associação Portuguesa de Galerias de Arte promove este sábado, 18, às 15, mais um ciclo de inaugurações simultâneas, em 24 espaços de Lisboa e do Porto. Eis a lista completa.

Em Lisboa:


E no Porto:

Fotografia de Raquel Mendes

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tiago Baptista, Prémio Jovens Pintores


Tiago Baptista é o vencedor do Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores, no valor de 7 500 euros. O júri, constituído por Miguel Lobo Antunes, João Queiroz, José Loureiro, Leonor Nazaré e Miguel Wandschneider, atribuiu ainda três menções honrosas, no valor de 3 750 euros, a André Trindade, Inês Rebelo e Sara Bichão. A exposição com os finalistas está patente, até 8 de Maio, na Galeria Chiado 8, em Lisboa.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores

André Silva, André Trindade, Inês Rebelo, Jorge Lopes, Sara Bichão e Tiago Baptista são os finalistas da exposição referente ao Prémio Fidelidade Mundial Jovens Pintores 2009, que se inaugura hoje, terça-feira, 14, às 19, no espaço Chiado 8, em Lisboa, ficando patente até 8 de Maio. Na altura, serão conhecidos os quatros artistas premiados.

Pensar a arte

Eduardo Matos, João Fonte Santa, João Pombeiro, João Tabarra, Mafalda Santos, Miguel Carneiro, Miguel Palma, Paulo Mendes, Pedro Amaral, Pedro Barateiro, Pedro Cabral Santo + Ruy Otero, Sara & André e Susana Gaudêncio são os artistas que compõem a exposição A Escolha da Crítica, um projecto de Lígia Afonso, patente na Plataforma Revólver, em Lisboa, até 2 de Maio. Trata-se de uma selecção de obras de artistas de várias gerações, dos anos 90 à actualidade. O denominador comum de todos estes trabalhos é o posicionamento crítico, sistemático ou episódico, dos seus autores face ao sistema da arte contemporânea e a reflexão sobre os papéis sociais e económicos que a cultura desempenha. «Querer pensar acrítica e descontextualizadas as práticas artísticas contemporâneas é assumir passivamente o lugar do conforto dentro da sua estrutura estabelecida e alienar a possibilidade de encontro pelo diálogo e a criação, aos quais assiste a própria ideia de provocação e conflito», defende Lígia Afonso no texto introdutório a esta mostra. Nesse sentido, esta exposição «é uma tentativa de mapeamento de um discurso, mais ou menos polémico e interventivo, tornado possível com a lenta ultrapassagem dos limites e fronteiras historicamente herdados, ainda que porém, e agora em democracia, mais frequentemente normalizado que radicalizado.»

quarta-feira, 8 de abril de 2009

As passadeiras de Jaime Vasconcelos

É muito curiosa a relação de Jaime Vasconcelos com a pintura. Acompanhando algumas tendências da arte contemporânea, o seu ponto de partida é quase sempre a fotografia, que depois, através de processos digitais, é metamorfoseada em jogos cromáticas que encerram um profundo mistério. E também inesperadas texturas. É um trabalho aturado nos programas informáticos da especialidade, na sobreposição de cores e num hábil jogo de formas. Isso era particularmente visível na série Viagens, feita de paisagens, e também sobressai agora em De Passagem, patente na Galeria das Salgadeiras, até 16 de Maio. São imagens de passadeiras com que nos cruzados diariamente na rua. «Aquelas riscas brancas, entretanto gastas pelo tempo e pelo uso, revelam inúmeras histórias, personagens e situações», escreve Ana Saramago Matos, na apresentação da mostra. «Nesta exposição encontramos fragmentos de passadeiras transformados pelo re-enquadramento da fotografia original e pela introdução da cor.» A essência pictórica fica desde logo assegurada pela sua íntima familiaridade com as telas de grandes dimensões de Mark Rothko. Como se a pintura fosse independente do suporte a partir do qual emerge.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Bes Photo 2009


André Gomes, Edgar Martins e Luís Palma foram os artistas seleccionados para a 5.ª edição do Bes Photo, que nos últimos anos tem divulgado o que de melhor se faz em Portugal na área da fotografia. Agora, no Museu Berardo, em Lisboa, até 17 de Maio, apresentam-se os trabalhos criados no âmbito da bolsa atribuída por esta iniciativa.
A ideia de transcendência é uma das linhas de força dos trabalhos de André Gomes, bem com a componente narrativa que se estabelece através de uma sequência de imagens, sempre com remissões para a literatura e para o teatro. A paisagem é, por seu turno, um dos temas centrais da obra de Edgar Martins, interpretada num sentido lado, como criação humana ou natural, mas também como exercício estético. Por último, a relação entre a fotografia e a arquitectura é o que mais distingue o percurso de Luís Palma. O vencedor desta 5.ª edição, a anunciar durante a mostra, será escolhido Agnès Sire, Helena Almeida e Paul Wombell.