É só até ao próximo Domingo, dia 13, que se pode ver A Bicicleta de Faulkner, de Heather McDonald, n'A Barraca, em Lisboa. Duas irmãs a braços com a doença da mãe. Claire escolhe ficar, ajudar, no Mississpi natal; Jett parte para Nova Iorque. É escritora. Mas atormentada pela 'página em branco' regressa a casa e o conflito instala-se. «O conflito entre as duas irmãs nasce da diferença de formas de lidar com o mal de Alzheimer: Jett não desiste de tentar chamar a mãe à realidade enquanto Claire, leitora voraz de O Som e a Fúria - uma rapariga desengonçada que corre até ao lago de cada vez que ouve a bicicleta de Faulkner dirigir-se para lá na esperança de poder falar com o escritor que alimenta o seu imaginário - desenvolveu a capacidade de acreditar que a realidade se pode apresentar sob vários planos e permite e embarca nos delírios da mãe na esperança de que o sítio onde ela está seja melhor do que aqui». Palavras da encenadora, Rita Lello. Com Maria do Céu Guerra, Rita Fernandes, Sérgio Moura Afonso e Susana Costa. Para ver hoje e amanhã, às 22. Domingo, às 17 horas.Foto de Luís Rocha





Governantes e governados. Pessoas sem nada que fazer, pessoas com ideias, com dores de cabeça, com vontade, sem vontade, com coragem, sem coragem. Tristezas e Carnavais, amor e inveja e uma saudável esquizofrenia. De tudo isto é feito Chapéus há muitos, o espectáculo que assinala os 15 anos da companhia Pim Teatro, onde os chapéus (e os narizes vermelhos) ajudam a falar de uma coisa «séria, perigosa e ridícula»: o poder. A encenação é colectiva, mas coordenada por João Sérgio Palma. E as interpretações são de PAlexandra Espiridião, Diogo Duro, João Sérgio Palma e João Sol. Para ver no Teatro Garcia de Resende, em Évora, até 9 de Maio (de quarta a sábado, às 21 e 30).
