Cerimónia de Abertura
Entram no estádio e desfilam
as delegações: uma bandeira
por país, um capitão
a comandar os implicados
no crescimento do comércio global.
Os desportistas sorriem, acenam,
cumprem à risca o seu papel de figurantes.
Digo-lhe que não sei parar as imagens.
Reina a paz e a concórdia.
Mesmo os que vieram apenas para competir,
perder, sonham com o milagre
que lhes turva os olhos de glória. E eu,
sentado neste sofá suburbano
que treme à passagem do comboio,
acredito no que lhe digo.
Lembra o comentador, algo comovido
pelas últimas notícias, que na Grécia
faziam tréguas durante os Jogos.
Alguém é dono da verdade? Resta-nos
o poder de mudar livremente de canal
ao sabor dos nossos humores tão variáveis.
Estou sempre a dizer isto à Jacinta.
O Suplente
O futebol preferia
aos livros. Mas livros depois
já não era capaz de distinguir
quem driblava, quem centrava
para dentro da área, se o remate
certeiro concluía uma jogada
ou um poema. Se não podes vencê-los
junta-te a eles. No mesmo banco
em que acompanhava os jogos
da minha equipa leria os livros.
lances e metáforas imaginados,
uma luz crua e breve.
Pois a maior parte do tempo
ficava petrificado, ausente,
como se nem sequer eu
estivesse sentado no banco
a assistir a tudo isto.
Espírito Olímpico
Há palavras que nunca servem
e palavras que se adaptam ao que pretendemos.
Talvez haja alguma apropriada para morrer.
O poeta deve procurar a palavra certa?
Deixemo-nos de conversas.
Temos à disposição palavras limpas
e palavras com restos de terra e sujidade.
Qualquer palavra se pode confundir com outra.
Já não é possível confiar em palavras.
Transferem-mos, os versos? Mundo
e condição, os versos e a vida igual
de quem os escreve, com facturas
e pequenas glórias e desumanidades,
qualquer que seja o lado da muralha.
Às vezes ouvimos mal a palavra
que traz dentro um verso. Imperfeito?
Escrevemos o que não queremos,
repetimos erros, aprendemos,
quase tudo uma questão de sorte.
Quarenta dias. Apenas quarenta dias.
Do novo livro de poemas de José Ricardo Nunes, Versos Olímpicos, uma edição da Deriva.
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Versos Olímpicos, de José Ricardo Nunes
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 14:00 2 comentários
B, de Beckett
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 11:23 1 comentários
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Rokia Traoré ao vivo
Diz que tudo começou com um som dentro da sua cabeça, um som que era uma música nova, ao mesmo tempo africana e blues e rock, mais do que lhe podia oferecer a sua guitarra acústica. Foi então que esta cantora do Mali descobriu a clássica guitarra eléctrica Gretsch. Daí surgiu uma brilhante carreira na world music, levada ainda mais longe com o mais recente álbum, Tchamantché.
Hoje, 27, às 22, na casa da Música, no Porto e amanhã, 28, às 22, no Lux, em Lisboa.
Publicada por Marta Pais Lopes em 15:43 1 comentários
Etiquetas: Música
Bypass - uma nova revista
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 10:44 0 comentários
Etiquetas: Notícias
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Kenneth Anger: Da magia e do oculto
Esta exposição sugere um percurso iniciático, pondo, num primeiro plano, a evidência dos fantasmas do humano», sugere o comissário, Natxo Checa, no texto de apresentação. «Acedemos a narrativas mediúnicas, manifestações xamânicas, construções simbólicas, figurações híbridas que sublinham o constante sentimento metafísico que o homem experiência na busca incansável do absoluto».
São trabalhos que reclamam as propriedades da magia, dos rituais e da tradição hermética, que procuram, introspectivamente, perceber os grandes mistérios da humanidade. Brian Butler propõe uma travessia do abismo, Tamar Guimarães defende que o papel do historiador é equiparável ao do médium. Também há deambulações pelos sonhos (Jannis Varelas), personagens utópicas (Jonathan Meese), críticas ao fundamentalismo religioso (Manuel Ocampo). E não faltam simulacros, por Joachim Koester, ligações entre o sagrado e o profano, por John Bock, reflexões sobre a quarta dimensão, por Markus Selg, ensaios sobre a impossibilidade de entendimento global, por António Poppe, e aproximações à temática do poder, por Alexandre Estrela.
Múltiplas abordagens (como se pode ver pelos tópicos aqui reunidos) à fascinante obra de Kenneth Anger, de quem se apresenta a curta-metragem Brush of Baphomet, inspirada na simbologia esotérica de Aleister Crowley. Uma exposição do outro mundo.
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 16:43 0 comentários
Etiquetas: Arte, Exposições
Crucificado, a partir de Natália Correia
«As igrejas não chegam para dar vazão às nossas rezas. Sairemos para a rua num cortejo, atearemos a noite com a melodia intempestiva da nossa prece popular, folclórica e pagã. Não é uma escavadora persistente que há-de abrir a nossa cova nem a santíssima trindade política que nos roubará esta loucura. Chegou finalmente o dia? Queremos cortar caminhos e amarras e rotinas. Queremos errar, porque o nosso verbo é o verbo ir. Queremos fugir a fingir que somos livres dessa cruz que carregamos. Mas prisioneiros somos nós todos ó crucificados, prisioneiros do silêncio como gatos e ratos». Palavras de Crucificado, peça escrita a partir de Memórias de Uma Tia Tonta e outros textos de Natália Correia, que se estreia na quinta d'O Bando, em Vale de Barris (Palmela), dia 28, às 22 horas. O espectáculo conta com dramaturgia e encenação de Miguel Moreira e João Brites, espaço cénico (por onde entra uma retroescavadora) de Rui Francisco e composição musical de Jorge Salgueiro. Co-produção com o Útero. Com Adelaide João, Miguel Moreira, Paula Só, Sílvia Almeida e Filipe Luz.Crucificado estará em cena até ao solstício de Verão, dia 21 de Junho - de quinta, a domingo, sempre às 22, e passa-se ao ar livre, daí que seja aconselhavel levar agasalhos.
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 13:13 0 comentários
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Passatempo: Maria João Quadros
O Blogue do JL oferece convites par o concerto de Maria João Quadros no Coliseu de Lisboa, no próximo dia 28. Para se habilitar, veja este teledisco e responda à seguinte pergunta:
O tema Fado Mulato, que dá nome ao disco de Maria João Quadros, tem letra de Tiago Torres da Silva. Qual é o autor da música?
a) Alain Oulman
b) Caetano Veloso
c) Sérgio Godinho
d) Zeca Baleiro
Envie a resposta para bloguejl@gmail.com
Publicada por Manuel Halpern em 16:37 0 comentários
Etiquetas: Maria João Quadros, Música, passatempo
Maria João Quadros no Coliseu de Lisboa
Publicada por Manuel Halpern em 09:50 0 comentários
Etiquetas: Maria João Quadros, Música
Sábado, 23 de Maio de 2009
Os cúmplices de Maria João Quadros
Que surpresas estão preparadas para os concertos?
O disco da Maria Berasarte foi um acontecimento. Nada fiz para que acontecesse, mas a Maria, que é uma cantora extraordinária, apaixonou-se pelo Fado e veio a Portugal com o intuito de encontrar os parceiros certos para esta viagem. Quando me encontrou, pediu-me que escrevesse letras em português para ela e fui eu que lhe propus que, se era para cantar fado, tinha de cantar com as palavras que aprendeu desde criança. Eu sou um letrista de vozes, para vozes! Tento sempre escrever como se fosse o cantor que vai interpretar aquelas palavras. Por isso, fez-me sentido escrever em castelhano e foi um desafio muito grande, porque tive de comprar dicionários de rimas em espanhol, de expressões... durante meses a fio só li livros em castelhano e, por fim, escrevi aquelas letras de fados tradicionais, o que não é nada directo, porque a poesia popular portuguesa (e, por isso, quase todos os fados tradicionais) é maioritariamente em redondilha maior. E as sete sílabas não calham bem ao espanhol... tive de as fazer caber... mas acho que isto foi um episódio que eu tenho muita vontade de repetir... mas nada mais que isso...por exemplo, gostava imenso de fazer um disco com fados tradicionais em francês... e até sei quem seria a cantora...
Quanto à questão de se estas experiências são fado ou não, confesso que não me interessa muito. Eu faço o que tenho de fazer, Existe alguma coisa inominável que me impele a fazer as coisas. Por isso, do ponto de vista da intimidade, claro que isto tudo é fado. Do ponto de vista da catalogação pública, talvez nada disto seja fado. Pelo menos, para os puristas, não é, de certeza!
Publicada por Manuel Halpern em 10:23 1 comentários
Etiquetas: Maria João Quadros, musica
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
A Criação, de Haydn
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 11:14 0 comentários
E se a literatura salvar jornais?
Quero contar-lhe uma história. Dou-lhe dois inícios à escolha.
1. Ontem, um prédio na Avenida da Liberdade incendiou-se às 15 e 45, devido a uma fuga de gás.
2. Dar cinco passos, parar, tocar e deixar as cartas. Parecia um dia igual a tantos outros. José Santos, carteiro há mais de 20 anos na Avenida da Liberdade, deu os cinco passos de uma porta à outra, parou, mas não tocou. Cheiro de fumo.
Se escolheu a segunda hipótese, sente-se e beba um copo. Apresento-lhe o Jornalismo Literário. Não, não é jornalismo sobre literatura (como o JL tem vindo tão nobremente a fazer ao longo dos anos), mas um feliz casamento entre as duas coisas. Coisa nova em Portugal, mas que já se faz nos EUA há mais de 100 anos. Mas parece estar a florescer no nosso país, como se viu no Seminário de Jornalismo Literário dos dias 8 9, promovido por Paulo Moura, a grande referência portuguesa nesta área.
A diferença está na forma de fazer: perguntar menos, observar mais e ter um grande cuidado estético – jornalistas mais artistas que técnicos. Isto para contrapor ao jornalismo mecânico que se tornou tradição. Na era do fast-food, fast-internet, fast-pensamento, claro que vinga o fast-jornalismo. Com leads, pirâmides e, principalmente, um espremedor de sumos: quer-se o essencial, sem cascas nem caroços. Mas não nos esqueçamos que não é só o sumo que faz a laranja. Metáforas à parte, os defensores do Jornalismo Literário apresentam-no como o salvador dos jornais, que vivem tempos nada felizes, ainda mais arrastados para o fundo pela famigerada crise económica. Tentar concorrer com a televisão e, pior, com a Internet, seguindo os seus padrões – a notícia aqui e agora –, afigura-se uma clara luta inglória. Os jornais precisam de fazer diferente. Acreditando que as pessoas lêem os textos se eles forem bons, a diferença pode estar na qualidade dos escritos – contar histórias em vez de publicar relatórios policiais. Este tipo de jornalismo não se faz só em livros resultantes de dois anos na floresta Amazónica, mas requer sempre mais tempo do que o telex da Lusa. Para isso, é preciso alguma disponibilidade das redacções. No entanto, numa tentativa de salvar os jornais da extinção (e de fazer render os trocos), as redacções estão cada vez mais pequenas. Obviamente, os três jornalistas que sobram têm mais que fazer que ter conversa de barman com o carteiro. O Jornalismo Literário fica então de fora, em função das notícias que já saíram no Twitter. Ainda está aí sentado? Seguiu o raciocínio? Beba o último gole e responda-me: será que a tentativa de salvar os jornais não os está a matar mais depressa?
Publicada por Marta Pais Lopes em 09:00 6 comentários
Etiquetas: Par ou ímpar
Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
Doug MacLeod ao vivo
Uma velha guitarra National e uma voz quente - não é preciso mais nada para uma noite de música dentro da mais perfeita tradição do blues. Doug MacLeod aprendeu com os mestres e é um dos últimos seguidores desse velho blues. Quando se fala dos seus concertos, a palavra que surge é (assim mesmo, no original) unforgettable.
Amanhã, às 22, no Auditório Acácio Barreiros, em Sintra.
Publicada por Marta Pais Lopes em 21:30 1 comentários
Etiquetas: Música
Panos – Palcos Novos
A Culturgest recebe, a partir de amanhã, a 4ª edição deste projecto que estreia textos de grupos de teatro escolar/juvenil, pensados para serem representados por adolescentes entre os 12 e os 18 anos. As peças são escritas por Tiago Rodrigues, Miguel Castro Caldas e Abi Morgan. A proposta dos dois primeiros dramaturgos (Coro dos Maus Alunos e Numa corda, respectivamente) revolve em torno do universo escolar, enquanto a da brtânica Abi Morgan é uma história de crianças refugiandas na capital inglesa, embrenhadas no sistema mas ainda assombradas pelo passado. Cada peça sobe ao palco duas vezes, apresentadas por grupos de jovens diferentes.
Culturgest, Lisboa; sexta e sábado, às 18 e 30 e às 22; domingo, às 15 e 30 e 18 e 30
Publicada por Miguel Tasso Marques em 19:11 0 comentários
I Ciclo de Música de Câmara de Palmela
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 17:11 0 comentários
Pneuma, de Luís Carlos Patraquim
Pneuma
1
a fragmentária Ciência
resvalando em sua própria declinação
- na cor da corola onde
se supõe plano e inclinado o verde
s'tará a bola e a carambola? -
ou toda a cor se encurva
e a declinação regride
principio essendi
esse Ponto?
2
... de onde a palavra dança
antes da boca
um revolteio de grãos
riscando o Olho
as pálpebras da Luz
semicerrando a noite
as dunas
e o sulco da cobra lavrando
o pomar de deus
3
Que ele não queriaaaaEu sei
A geometria plana onde se escondem
Os losangos da pele
E mandou erigir as formas cónicas
E deus a gravidade à rotação
Das pirâmides
E adoptou um gato
Para desenhar o tempoaaaOnde
As mulheres se banham
Cúbicas
4
E seus panos d'agua Te alvoroçaram
E lhes apresentaste o cordeiro
Para que se cobrissem
sangue que o ar esparge
5
... quando nasceste
e o nome das dunas nómadas
subiu em haste
pelo volume eléctrico das Mães
onde repousa
entre tâmaras azuis e a folha
da Palmeira
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 14:47 0 comentários
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Querida Professora...
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 18:15 0 comentários
Ontem não te vi no Second Life
Ninguém, mas ninguém, nem um só dos meus amigos estavam por lá. Alguns estavam off-line (se calhar não fui na melhor hora), outros, pura e simplesmente tinham desaparecido, se evaporado ou, eventualmente, regressado à primeira vida. Eu, Castanheira de Pêra senti a solidão de um avatar perdido num arquipélago, demasiado novo para se reformar, mas demasiado velho para procurar novas amizades. Onde estariam os meus velhos amigos? Eu próprio os tinha abandonado e agora eles vingavam-se com a sua ausência. Como eram vivas aquelas festas n’O Caneco…
O Caneco, isso mesmo, fiz uma chamada de grupo para Os Amigos d’O Caneco. Após um longo silêncio, respondeu uma simpática desconhecida chamada Medeia Magne, que se dedica à construção In World (reproduzo o diálogo na íntegra já a seguir).
Descobri que a Summer e a Winter se tinham zangado (quando o Verão se zanga com o Inverno está tudo perdido). E o Caneco simplesmente desapareceu, assim como o Café Roma ou o Jardim Cinema. Portuclais, contudo, continuava lá. Mudada, vazia, mas com novas atracções. «Queres que eu te diga onde a malta agora se reúne?», pergunta-me a simpática Medeia. Claro que sim. Um dia destes passo por lá à noite. Será que ainda se lembram de mim?
Voar é como andar de bicicleta. Percorri um pouco dos céus. Fui a Bora Bora, para matar saudades, e passei pela loja da Medeia. Gostei da viagem. Enquanto rede social, o Second Life é sem dúvida a mais simpática de todas as plataformas: vasta, versátil, surpreendente. Um mundo invariavelmente novo, onde nenhum avatar se sente só.
Publicada por Manuel Halpern em 15:15 2 comentários
Etiquetas: homem do leme
Uma conversa de fim de tarde no Second Life
[10:50] Medeia Magne: ol´á
[10:50] Medeia Magne: olá lol
[10:50] Castanheirade Pera: Não vinha ao SL há um ano
[10:51] Castanheirade Pera: e agora não encontro um único amigo
[10:51] Medeia Magne: lol
[10:51] Castanheirade Pera: o que aconteceu ao Caneco?
[10:51] Medeia Magne: é uma hora péssima para encontrar aguém :-)
[10:51] Medeia Magne: e além disso já muita água passou debaixo da ponte
[10:51] Medeia Magne: o caneco..... longa história
[10:52] Medeia Magne: divergências em Portucalis..... a malta separou-se toda
[10:52] Castanheirade Pera: a sério?
[10:52] Medeia Magne: mas não sei detalhes :-)
[10:52] Medeia Magne: sim, parece q sim
[10:52] Castanheirade Pera: onde estás?
[10:52] Medeia Magne: no meu sim... a construir, que é a única coisa q faço por aqui lol
[10:53] Castanheirade Pera: lol
[10:53] Castanheirade Pera: Portucalis ainda existe?
[10:53] Medeia Magne: mas psso dizer-te onde andam os outros :-)
[10:53] Medeia Magne: sim, claro que existe :-))))
[10:53] Medeia Magne: queres as landmarks de tudo?
[10:53] Castanheirade Pera: sim sff
[10:53] Medeia Magne: ok, a 1: Portucalis
[10:54] Medeia Magne: quem é q conhecias?
[10:55] Medeia Magne: tens o Sim Alma que é do TP
[10:56] Castanheirade Pera: Maria gerhardi
[10:56] Castanheirade Pera: Palup Ling
[10:56] Castanheirade Pera: Winter
[10:57] Medeia Magne: ok, a Maria presumo que continue com as suas criações...... não sei dela
[10:57] Medeia Magne: o Palup... nunca mais vi
[10:57] Medeia Magne: A winter (q se zangou com a Summer) vem cá sempre.... está em Owls Bay
[10:57] Castanheirade Pera: não posso crer
[10:57] Castanheirade Pera: zangaram-se?
[10:58] Castanheirade Pera: mas eram como irmãs
[10:58] Medeia Magne: sim, está ela, o Imso e mais alguns
[10:58] Medeia Magne: só sei q se zangaram todos..... mas detalhes.... é melhor ser a p´ropria a dar
[10:58] Castanheirade Pera: claro
[10:58] Medeia Magne: não gosto de me meter nessas cenas :-(
[10:58] Castanheirade Pera: alguém engravidou?
[10:58] Castanheirade Pera: lol
[10:58] Medeia Magne: lol
[10:59] Medeia Magne: q eu saiba não lol
[10:59] Castanheirade Pera: sinto-me como se estivesse a regressar de França
[10:59] Medeia Magne: mas aqui no sl nunca se sabe lolol
[10:59] Medeia Magne: o meu Sim..... é colado ao do TP
[11:00] Medeia Magne: não tem nada mas és bem vido :-)
[11:00] Medeia Magne: e eu agora tenho de sair :-(
[11:00] Castanheirade Pera: onrigado
[11:00] Castanheirade Pera: obrigado
[11:00] Medeia Magne: de nada..... espero que te ambientes depressa
[11:00] Medeia Magne: e logo à noite de certeza q encontras alguém :-)
[11:00] Medeia Magne: pelo menos a Winter :-)
[11:00] Castanheirade Pera: ok
[11:01] Castanheirade Pera: :-)
[11:01] Medeia Magne: :-)
Publicada por Manuel Halpern em 15:07 2 comentários
Etiquetas: homem do leme
Nas Bancas!
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 12:20 2 comentários
Etiquetas: JL
Páginas 28
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 12:10 1 comentários
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
São Tomé, Máscaras e Mitos
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 16:30 0 comentários
Etiquetas: Exposições, Notícias
A nova feira do livro
Publicada por Manuel Halpern em 14:03 0 comentários
Etiquetas: Inquérito
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
(A)tentados, de Martin Crimp
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 14:00 2 comentários
Urbano Tavares Rodrigues, anos 50
Uma Pedrada no Charco, As Aves da Madrugada, Bastardos do Sol e Nus e Suplicantes são os livros que compõem o segundo volume das Obras Completas de Urbano Tavares Rodrigues, que a Dom Quixote vai publicar em dez tomos.Histórias de alguém que se «sente interpelado pela situação bloqueada do seu país e do seu povo», procurando denunciá-la. Mas este já não é um Urbano Tavares Rodrigues neo-realista «canónico», acrescenta Manuel Gusmão, antes um dos autores que participa das «linhas de renovação da ficção portuguesa».
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 10:40 0 comentários
Etiquetas: Livros
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
O terceiro policial de Dennis McShade
Com Mulher e Arma com Guitarra Espanhola a Assírio & Alvim prossegue a publicação dos romances policiais de Dinis Machado, publicados durante o Estado Novo sob o pseudónimo de Dennis McShade, ficando apenas a faltar o ainda inédito Blackpot.O artifício era manhoso e fazia lembrar Boris Vian, que na França dos anos 40 escreveu e editou policiais negros, utilizando para isso o nome de Vernon Sullivan. Dinis Machado, que dirigia a colecção Rififi, da editora Íbis, seguiu a mesma estratégia. Sabia que a censura era apertada para os autores nacionais e para as mensagens subliminares. Fez-se passar por um escritor e um editor americanos, Dennis McShade e Matt West, respectivamente, e lá vendeu a prosa como literatura popular. E quando a tolerância do censor começou a apertar disse que era o último título do autor. Surgia assim Mulher e Arma com Guitarra Espanhola, depois de Mão Direita do Diabo e Requiem para D. Quixote.
Neles se pode ver a antecâmara do seu romance maior, O Que Diz Molero: a tentação pelos mundos marginais, neste caso o do crime; pelo confronto entre narrativa e pensamento; e pelas abundantes referências culturais, que aqui dão corpo à personalidade emblemática de Peter Maynard, atirador mortífero, amante de Mozart e Debussy, leitor de Céline e de John Dos Passos.
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 16:07 0 comentários
Etiquetas: Livros
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Contrabando de Versos ou VERSschmuggel
No ano passado, a língua portuguesa foi a convidada de honra do Festival de Poesia de Berlim. Os alemães traduziram poetas portugueses; os portugueses traduziram os alemães: o resultado foi um livro de poemas bilingues, que a Sextante edita agora em Portugal. Contrabando de Versos (em alemão, VERSschmuggel) dá o mote para várias iniciativas sob o tema O Festival de Poesia de Berlim em Lisboa.
Amanhã, 15, às 18 e 30, na Casa Fernando Pessoa, haverá uma sessão de leitura e um debate sobre Poesia e Tradução, com a moderação de Maria João Cantinho e a participação de Thomas Wholfahrt e dos poetas Ana Paula Tavares, Pedro Sena-Lino, Daniel Falb, Bárbara Köhler, Ana Luísa Amaral, Luís Carlos Patraquim e Tony Tcheka. No sábado, 16, há sessão de autógrafos no stand da Sextanta na Feira do Livro, a partir das 17 e 30.
Publicada por Marta Pais Lopes em 19:03 0 comentários
Etiquetas: Poesia
Ana Queirós ao piano
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 09:07 0 comentários
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Guarda Sol Amarelo
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 17:30 0 comentários
O que dói às aves, de Alice Vieira
E chega um dia em que reconhecemos
finalmente
a injustiça das palavras -
exactamente as mesmas
para quem vai e para quem fica
um dia
em que não há mais passado para contar
nem mais futuro para viver
apenas uma velha cantiga de embalar
uma casa desaparecida
e este limbo ocasional
onde o corpo
espera que anoiteça
o que de novo eu sofria
e por que de novo te chamava
e que coisas eu queria que acontecessem
no meu desvairado coração
Safo
Acenderam-se todas as luzes cruas da cidade
e as palavras acordaram mais velhas e com sabor
a camas desfeitas
e a línguas subitamente agrestes
que se encadeavam na tua boca em estranhas falas
como se tudo tivesse chegado ali sem mácula
e fosse agora preciso ensinares-me
a escrever junho com as ferozes sílabas
do que não conseguias perdoar
deixo que saias lentamente dos meus ombros
e espero que tudo o que era teu saia contigo
desabitaste de ti a minha vida
e em teu lugar há apenas
um translúcido rasto de poeira que
a brisa há-de arrastar
Aquele que o meu coração ama
ergueu-se do meu leito e nele esqueceu
as repetidas promessas de um regresso
em que aos meus olhos ensinaria
a única maneira de esconder
o prenúncio de invisíveis desertos
aquele que o meu coração ama
afogou em noites de leite e mel
o rasto dos oásis que
teciam a sede do desejo no meu peito
e bebeu neles as horas de um destino que
me acenava de muito longe
aquele que o meu coração ama
partiu às cegasaisem descobrir
as húmidas palavras que se espalham
à sombra dos ciprestes
contando os minutos que faltam
para a vertigem do corpo onde o aguardo
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 10:00 0 comentários
Um Amor de Perdição em Debate
Um Amor de Perdição, filme de Mário Barroso, baseado na obra de Camilo, a que o JL dedicou capa recentemente, vai estar em debate sexta-feira, dia 15, no Cinema Nimas, em LisboaPublicada por Manuel Halpern em 09:02 2 comentários
Etiquetas: Cinema
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Um concerto testemunho
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 16:32 0 comentários
Os vídeos de Daniel Blaufuks
Um deles, Scratch, foi feito propositadamente para esta mostra e reflecte sobre a especificidade da película, em confronto com o digital. Os restantes são testemunhos da geografia afectiva e artística de Daniel Blaufuks, com passagens obrigatórias por Marrocos, em A Praça, pelos Estados Unidos da América, em A Perfect Day, e pela Alemanha, em Theresienstadt.
Fotogramas de A Praça (clicar nas imagens para aumentar).
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 13:05 0 comentários
Etiquetas: Exposições
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Workshop de Dança Contemporânea
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 15:42 0 comentários
Etiquetas: Notícias
Novas crónicas de Rui Tavares
O Fiasco do Milénio e Outras Tragédias Menores, uma edição da Tinta-da-china, é a segunda recolha de crónicas do historiador Rui Tavares. A par da sua coluna no jornal Público, o autor d’O Pequeno Livro do Grande Terramoto mantém há três anos uma colaboração regular com a revista Blitz.São esses textos, escritos entre Junho de 2006 e Abril de 2009, que aqui se reúnem. A personagem Svengali (um hipnotizador que consegue levar uma péssima cantora à fama mundial), retirada do romance Trillby, de George du Maurier (1834-1896), é o guia destas crónicas inventivas, que tanto mergulham no passado como no presente, na música e na literatura, na cultura e nas ideias.
«Não sei se [Svengali] chegou a ser um alter-ego; eu e ele não somos muito parecidos. Mas algumas obsessões foram tomando corpo: o futuro e o passar do tempo em geral, as cidades, alguns inesperados clarões da infância, a relação entre as artes e a filosofia», escreve Rui Tavares no prefácio. «O tom era mais pessimista e melancólico do que seria meu hábito. Habituado a escrever duas vezes por semanas sobre assuntos correntes, esta coluna era um mergulho mensal na liberdade absoluta».
Publicada por Luís Ricardo Duarte em 11:00 0 comentários
Etiquetas: Livros
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Nova Gaia d'Ouro, pelo TEP
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 13:44 1 comentários
Ai Deus e hu é?
Se Deus existe tem que estar na Internet, caso contrário é uma trapaça obsoleta do tempo em que os animais (as pombas) falavam e as virgens tinham filhos. Um ente querido e ameaçador que morreu envenenado por um copo de ciência, assim que a Terra descobriu a sua órbita. Ou será que se manteve pregado àqueles primeiros dias criadores e hoje se confunde entre ratos e teclados, assim como a minha tia que acha que uma pena é uma esferográfica inglesa. Deus é muito mais velho, mas a sua natureza não lhe permite a arteriosclerose.O Google sabe tudo. Então procurei «Deus» na Internet e, apesar do meu cepticismo, cliquei em «sinto-me com sorte». A sorte levou-me à Wikipédia, com um artigo completo, mas nada esclarecedor quanto à questão essencial: a sua existência. Se pesquisar Barack Obama logo me esclarecem que, apesar da sua dimensão mítica de super-herói, é um pessoa de carne e osso, com pai, mãe e filhos, e clara existência terrena. Se procurar o Noddy, dizem-me que são coisas de crianças, e informam-me do nome do desenhador. Mas sobre Deus não se arriscam a esclarecer. Talvez por não saberem.
Então, pergunto: «Será que Deus existe?». Encaminham-me para um livro de Nigel Warburton, em que se lê: «Se Deus existe, a existência humana pode ter sentido e podemos mesmo ter esperança na vida eterna. Se não, temos de criar nós mesmos o sentido das nossas vidas: nenhum sentido será dado a partir do exterior e a morte será provavelmente definitiva.»
Não é grande ajuda este «agora escolha». Será que podemos resolver o enigma por referendo no chat ou no Facebook? A Internet é crente apesar de tecnológica: são mais os sites religiosos do que ateus, mas isso é só porque quem não tem fé não faz questão de o exibir. E quem acredita sofre daquela maleita milenar de querer impor os seus credos a outros. E, na verdade, eu já sabia que não ia encontrar Deus na Internet. Apenas sites sobre ele. Talvez o problema tenha sido esse: fiz a pesquisa com pouca fé. Se Deus existe é mais natural que me envie uma mensagem com o texto: «Olá Manel, eu sou o teu Deus!». Que certamente irá parar ao junk mail.
Publicada por Manuel Halpern em 12:44 2 comentários
Etiquetas: homem do leme
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Seminário sobre África e a Guerra Fria
Rui Machete, presidente da FLAD, preside à sessão de abertura ao lado de Carlos Gaspar, do IPRI, e Odd Westad, da London School of Economics.
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 15:36 0 comentários
Etiquetas: Notícias
Até à última Gota

E depois, claro, há a música de Chico Buarque. E todo aquele contexto social, que paraboliza a situação do Brasil durante a ditadura militar. Meu Deus, como é que isto passou na censura? É um musical de esquerda (outra originalidade?), doutrinário, didáctico, que incentiva a insurreição, a luta contra as injustiças sociais, a união dos pobres contras os ricos malvados. E a gente vai levando.
Publicada por Manuel Halpern em 13:00 0 comentários
Vêm aí os piratas!

Os piratas estão de volta. Não os hackers que se infiltram nos sistemas informáticos mais sofisticados, mas os verdadeiros: os que se ocultam nos recortes da costa para surpreender indefesos navios mercantes. Dos mares da China ou da costa da Somália, chegam, semana após semana, novos relatos de ataques ou de fragatas da marinha postas de atalaia. Devíamos sentir repúdio e, no entanto, o sentimento que nos toma é um fascínio quase infantil. A culpa, está de ver, é do cinema. Ao contrário do que acontece nos westerns, Hollywood (e realizadores como Raoul Walsh ou Michael Curtiz) atribuiu aos piratas uma qualidade de contra-poder, mostrando-os como o ladrão que roubava a ladrão e que se, não obtinha cem anos de perdão, conquistava, pelo menos, a simpatia (e por vezes a identificação) dos espectadores. Esta opção tornou-se muito evidente em filmes como The Spanish Main ou em Captain Blood. No primeiro caso, Van Horn ter-se-á tornado o «terror das Caraíbas» após prolongada sujeição à tortura infligida pelo governador espanhol de Cartagena de las Indias. No segundo, Peter Blood, um médico inglês condenado à escravatura por um crime que não cometeu, torna-se, por desespero, um pirata que trata com humanidade e alguma democracia a turba que comanda.
A propósito deste tema que, confesso, me é caro, recomendo a leitura de Os Piratas - Piratas, Flibusteiros, Bucaneiros e outros Párias do Mar (edição Antígona). Da autoria do ensaísta francês, Gilles Lapouge, é um texto cativante sobre a pirataria, quer do ponto de vista historiográfico, quer ensaístico. Para além de evocar as muitas aventuras de temíveis criaturas como o Capitão Morgan ou Anne Bonnie, esta obra reflecte de forma muito bela sobre este fenómeno: «O pirata é um homem descontente. O espaço que lhe consentem a sociedade ou os deuses parece-lhe exíguo, nauseabundo, desconfortável. Sujeita-se por uns breves anos e depois diz "estou farto" e recusa-se ao jogo». Estranhamente actual? Quantos pacatos cidadãos, de horizontes estreitados pela ganância alheia, são hoje candidatos a este exército de sombras?
Publicada por Maria Joao Martins em 11:42 0 comentários
Etiquetas: Par ou ímpar
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Uma perspectiva prática do Jornalismo Literário
Durante os dois dias serão abordadas questões como a importância do Jornalismo Literário na actualidade, os seus subgéneros (reportagem, ‘romance’ de não ficção, literatura de viagens, memórias, divulgação científica e ensaio pessoal), a complexidade moral da narrativa de não ficção e a variante deste tipo de jornalismo na rádio. Numa perspectiva mais prática, os oradores explicarão, por exemplo, como escrever uma biografia, como vender o trabalho de Jornalista, como transformar uma reportagem em livro e quais os procedimentos narrativos (recursos e técnicas) associados ao Jornalismo Literário.
Publicada por Mariana Béu em 16:57 0 comentários
Etiquetas: Jornalismo
Nas bancas
(de 6 a 19 de Maio)

Literatura Brasileira
Alguns caminhos: textos de Arnaldo Saraiva, Juva Batella e Mª Leonor Nunes • Depoimentos de escritores portugueses
Fernando Pinto do Amaral: Dicionário Pessoal
O escritor e ensaísta, de A a Z • Crítica ao novo romance, por Miguel Real
Figuras: Catarina Wallenstein, a actriz; Agostinho Cordeiro, o galerista
Artur Pizarro fala dos próximos concertos e discos
Porto Editora, a ‘ciência' dos livros
As Vozes Búlgaras Angelite, e A Gota d' Água, de Chico Buarque
As crónicas de Eugénio Lisboa, Gonçalo M. Tavares, G. d’Oliveira Martins, Helder Macedo, J. Rego de Almeida e José Luís Peixoto
A autobiografia de Moacyr Scliar
JL/Educação: O alargamento da Escolaridade Obrigatória
Camões
Agenda Cultural
Publicada por Manuel Halpern em 16:36 0 comentários
Etiquetas: JL
20 anos da Malaposta
Um recital com o tenor Carlos Guilherme é o destaque da sessão solene que celebra os 20 anos do Teatro da Malaposta, em Olival Basto. No sábado, dia 9, pelas 22 horas, no Auditório do Centro Cultural, poderão ouvir-se excertos de várias obras interpretadas pelo tenor, que será acompanhado ao piano por Armando Vidal.
Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 13:03 0 comentários
Etiquetas: Notícias
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Todos os prémios do Indie Lisboa
Grande Prémio de Longa Metragem “Cidade de Lisboa”
Ballast, de Lance Hammer, de Ficção, EUA, 2008, 92', 35mm
Prémio TOBIS para Melhor Longa Metragem Portuguesa
Ruínas, de Manuel Mozos, Documentário, Portugal, 2009, 60', Beta Digital
Prémio de Distribuição
Jalainur, Zhao Ye, Ficção, China, 2008, 92', Digi Beta PAL
Grande Prémio de Curta Metragem
Kempinski, de Neil Beloufa, Experimental, França, 2007, 14', Beta SP
Menção Honrosa: It's Nick's Birthday, de Graeme Cole, Ficção, Reino Unido , 2009, 34', Digi Beta PAL; Bernadette, de Duncan Campbell, Experimental, Reino Unido , 2008, 37', Beta Digital
Prémio para Melhor Curta Metragem Portuguesa
Arena, de João Salaviza, Ficção, Portugal , 2009, 15', 35mm
Prémio RESTART para Melhor Realizador Português de Curta Metragem
Pássaros, de Filipe Abranches, Animação, Portugal , 2009, 6', HD
Prémio Novo Talento FNAC
Visionary Iraq, de Gabriel Abrantes, Ficção, Portugal , 2009, 20', Beta Digital
Prémio de Melhor Imagem para Curta Metragem Portuguesa AIP
Para o director de fotografia de Alasca, Paulo Menezes
Prémio RTP2 Onda Curta
Tierra y Pan, de Carlos Armella, Ficção, Mexico , 2008, 8', 35mm
The Herd, de Ken Wardrop, Documentário, Irlanda , 2008, 4', Beta Digital
Dix, de BIF, Animação, França , 2008, 7', 35mm
Ballad of Marie Nord and Her Clients, de Alexander Onofri, Ficção, Suécia , 2008, 28', 35mm
2 Birds, de Runar Runarsson, Ficção, Islandia , 2008, 15', 35mm
Prémio atribuído pelo Júri FIPRESCI/Fipresci Jury Award (Demtrious Matheou, Miguel Somsen e Vladan Petkovic)
Prémio FIPRESCI
The Happiest Girl in the World, de Radu Jude, Ficção, Romania , 2009, 100', 35mm
Prémio Amnistia Internacional
Los Herederos, de Eugenio Polgovsky, Documentário, Mexico , 2008, 90', Beta Digital
Menção Honrosa: L'encerclement, de Richard Brouillette, Documentário, Canadá , 2008, 160', Beta Digital; D’Arusha à Arusha, de Christophe Gargot, Documentário, Canadá, França , 2008, 115', HDCam PAL
Prémio Revista Pais e Filhos para o Melhor Filme IndieJúnior
O Peso das Pedras, de Hanne Larsen, Ficção, Noruega , 2008, 15’, 35mm
Menção Honrosa: Ex-E.T, de Benoit Bargeton, Nicolas Gracia, Rémy Froment, Yannick Lasfas, Animação, França , 2008, 8’, Beta SP
Prémio do Público Johnnie Walker para Melhor Longa Metragem
L'encerclement, de Richard Brouillette, Documentário, Canadá , 2008, 160', Beta Digital
Prémio do Público Johnnie Walker para Melhor Curta Metragem
Visita Guiada, de Tiago Hespanha, Documentário, Portugal , 2009, 56', Beta Digital
Prémio do Público Revista Pais e Filhos para o Melhor Filme IndieJúnior
Sem Rede, de Ari Kristinsson, Ficção, Islandia , 2007, 83’, 35mm
Publicada por Manuel Halpern em 00:30 0 comentários
Etiquetas: Cinema
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Prémio Longa Metragem Portuguesa no Indie Lisboa

Ruínas, de Manuel Mozos
É um filme coral, mesmo que lhe faltem corpos, humanos ou outros. Digo corpos e não presenças, já que, ao longo dos 60 minutos de Ruínas, cruzam-se múltiplos pedaços de vidas: os homens e mulheres a quem a doença atirou para um sanatório, a quem uma ânsia de mar mandou para um hotel costeiro ou a sobrevivência para a dureza de uma mina alentejana. São espaços há muito abandonados, prestes a diluirem-se na terra, mas, de algum modo, ainda assombrados pela carga de esperança ou de dor de que foram investidos. Ouvimos o vento em ombreiras que tiveram portas e janelas e, ressuscitadas pelo realizador, essas vozes vindas de um passado nem sempre distante.
Com uma carreira de mais de 20 anos, dividida entre montagem, realização e argumento, Manuel Mozos, 45 anos, é autor de longasmetragens de ficção como Um Passo, Outro Passo e Depois (1989); Xavier (1992), Quando Troveja (1999) e 4 Copas (2008), mas também assinou documentários como José Cardodo Pires -Diário de Bordo (1989). A sua habitual discrição não o tem impedido, porém, de intervir como actor em filmes de outros realizadores, nomeadamente em O Capacete Dourado, de Jorge Cramez, Veneno Cura, de Raquel Freire, e Coitado do Jorge, de Jorge Silva Melo. No Indie, apresentou outro documentário: Aldina Duarte: Princesa Prometida.
Jornal de Letras: Como lhe surgiu a ideia para Ruínas?
Manuel Mozos: Foi surgindo quer de notas que tomo em viagem, quer de locais que, de algum modo, já conhecia. Há algum tempo este projecto começou a tomar forma, embora inicialmente tenha parecido (nomeadamente aos produtores) uma coisa um bocado caótica.
Partiu dos locais ou das histórias a eles associadas?
Parti dos locais, embora inicialmente tivesse uma listagem muito mais extensa (qualquer coisa como cerca de 200 espaços!) Só a partir dessa escolha, fui fazer a investigação das histórias daquelas ruínas. Mas nem sempre os textos correspondem historicamente aos espaços evocados. Nestes casos, o propósito foi fazer colagens com sentido.
O som (e não só a voz humana) assume aqui um papel muito forte. É deliberado?
Sem dúvida. Procurámos um som sem grandes efeitos, com alguns elementos captados em directo. Foi o que fizemos nos moínhos do Barreiro filmados com o anúncio sonoro da estação de caminhosde-ferro. Captámo-lo durante as filmagens e pareceu-nos que devia ser mantido ali.
Recorda-se de frequentar algumas destas ruínas?
Algumas delas não são exactamente ruínas, mas, sim, espaços que foram desviados da sua função original: lembro a praia da Cova do Vapor, Fonte da Telha, o navio bacalhoeiro transformado em museu.
Nestas situações, interessou-me o anacronismo da sua sobrevivência.
Mas não quero impor um padrão de leitura do filme: gostaria muito que cada espectador o interpretasse à sua maneira.
Publicada por Maria Joao Martins em 19:00 0 comentários
Etiquetas: Indie 2009
V Mostra de Teatro Escolar de Coimbra
Saltita Andarilho, pela Escola Básica 2,3 da Lousão é a peça de abertura da V Mostra de Teatro Escolar de Coimbra, que inaugura hoje, às 10 e 30. Patente até dia 7, no novo espaço do Teatrão, a Oficina Municipal do Teatro (Rua Pedro Nunes) a mostra é organizada pelas Escolas Secundárias Jaime Cortesão e Quinta das Flores e pelo Nova Ágora - Centro de Formação de Associação de Escolas e conta com a participação de 12 escolas: EB 23 da Lousã; EB23 Silva Gaio; EB23 Alice Gouveia; Colégio S. Martinho; EB23 Eugénio de Castro; Colégio S. José; Instituto de Almalaguês; Instituto Pedro Hispano; EB 2,3 Eugénio de Castro; ES Quinta das Flores; Escola Secunária Avelar Brotero; e a Escola Secundária Infanta D. Maria. Era uma vez um poeta chamado Camões, Portugal (em)barca, A Feira dos Malandrecos ou Génese são algumas das peças a ver na mostra, que termina a 7, às 21 e 30, com a apresentação de Eu, tu, ele, nós, vós, eles, de Sérgio Godinho, pelo grupo Bonifrates. Publicada por Francisca Cunha Rêgo em 09:53 1 comentários
Etiquetas: Teatro
Domingo, 3 de Maio de 2009
Ele chama-se B
Da vasta prol da Flor Caveira/ Amor Fúria, B Fachada talvez seja o caso mais sério. Ou pelo menos o músico de quem mais se espera. O tema de abertura do seu primeiro álbum, Um fim-de-semana no Pónei Dourado, é um achado na transformação do folque roque português, na descendência por linha travessa de António Variações. Zé resume os ingredientes que lhe dão encanto. Uma simplicidade de meios, com o som da sua viola, o baixo, a cadência e os coros. A letra conta uma história simples de ascensão social, que também é uma crítica concreta a determinadas personagens que povoam a sociedade portuguesa. Só falha na marca. Os Cadilacs estão demasiados conotados com o universo americano. Por cá não há muitos Zés a conduzir carros assim.
“Chamo-me Zé, vim para aqui a pé, e agor tenho um Cadilac”
Publicada por Manuel Halpern em 18:48 0 comentários








